quarta-feira, 12 de março de 2008

Sr Ocio vai ao planalto

Quando Sr. Ócio imaginou um discurso em praça pública que terminava em “serei o novo presidente do país”, quase ninguém ( na verdade se não contássemos o velho fanho bêbado da cidade e o seu fiel cão Ralame) ninguém acreditou. Era fato que Sr. Ócio gozava de reputação inquestionável, ter sido enterrado anos atrás como um verdadeiro camponês em batalha e participado de um dos maiores sucessos de audiência global, o colocava em vantagem frete aos meros mortais. Mesmo assim, quem poderia supor que aquele homem tão ocidativo iria suportar levar a diante algo desgastante como uma candidatura presidencial. Por dias Sr. Ócio até pensou em esboçar algum plano de marketing em seu caderno, entranto, o rumo daquela história só deslanchou mesmo quando o homem de Brasíla veio a pacata Ipatininga da Serra para oferecer ao Sr Ócio os serviços profissionais da Ácido Desoxirribonucleico Propaganda e da SouMaisP&T Comunicação. Depois de todos os contratos fechados não demorou muito para que o slogan da campanha presidencial de Sr. Ócio ficar conhecido em todo país. "Deixa o homem descançar". Pelas ruas via-se as crianças dançando o som da melodia cantada pela dupla sertaneja "N´abuda e Afogadinho" "Não fazer nada/ não piorar / Sr. Ócio não faz nada nem roubar/". É claro que Sr Ócio não participava muito do dia-dia, afinal Sr. Ócio não é homem de gastar energia por ai. Nos comícios o painel de plasma com sua caricatura 3d e o teclado musical de frases de efeito eram o que mais agradavam, já no corpo-a-corpo o boneco de posto era unanimidade. Assim os meses se passavam e o Sr. Ócio, sentado no banco da praça, só escutava o que o povo da cidade comentava. "Você viu o Sr Ócio já esta com 40% do eleitorado brasileiro", dizia um. "Acho que no dia para eleição ele passa seu adversário" cogitava o outro. E quase passou mesmo, não fosse a eleição ser quarta-feira, dia da semana sagrado para a família Ócio. Como de costume, nosso herói não fez nada nesse dia, como também não faria se fosse qualquer outro dia da semana, porém, esse era quarta. “Quarta-feira porra, quarta-feita” exclamava ao celular para o homem do outro lado da linha. Ou seja, entre honrar seu sobrenome e ir votar Sr. Ócio acabou em segundo lugar, e por um voto. Agora, para aqueles que pensam que a história política de Sr. Ócio acaba assim é porque, ou estão lendo essa história pela primeira vez, ou é porque desconhecem as verdadeiras facetas da vida política nacional. Admirado com a aceitação popular de Sr. Ócio, o homem de Brasila voltou a visitar Ipatininga da Serra, agora para contar a todos a respeito da indicação de Sr. Ócio para o ministério nacional. Sr. Ócio acabava de aceitar ser o novo ministro do trabalho.

domingo, 2 de março de 2008

Apresentação parte2 - Sr. Ócio – Um sobrevivente

Quem conheceu a história da morte de Sr. Ócio nos últimos 4anos, certamente se emocionou. A realidade é que as lagrimas derramadas esqueceram que Sr Ócio é do tipo de humano que sobrevive ao seu tempo, literalmente. Quando aqueles simpáticos barbudos do EST supuseram um final trágico ao inigmável Sr. Ócio, um detalhe eles usurparam de seu próprio ser, Sr. Ócio sempre teve um lema e esse lema não iria ser distorcido por um pequeno lapso de labuta. E lá estava ele, moribundo no túnel do além vida, visualizando aquele pequeno fecho de luz no fim de tudo, pensando quão cansativo seria percorrer aquele caminho. Não teve dúvidas, tratou de começar a tatear o escuro procurando uma parede para se encostar. Com seus ágeis movimentos demorou mais de meia hora do que alguém não tão ocidativo levaria, mas finalmente achou um canto e lá ficou, afinal, ficar é o que mais senhor ócio sabe, ou deixa de fazer. Es que, naquele vai e vem das pessoas que dessa queriam chegar a tão famigerada luz, entrou um grupo de mais de 10 jogadores de Rugby guarapuavanos, sujeitos que apouco protagonizaram um trágico fim a sua excursão pela Arábia. E se em dia de vitória o pessoal do Zebra Mansa já arrumava confusão, imagine agora que acabavam de perder no jogo, o jogo da vida. É claro que, se a maioria dos bonequinhos azuis acabara de serem lançados para fora do carrinho roxo, quem levaria o pato, no caso atual a zebra, seria Sr Ócio. Foi então que, a meio metros de distancia de Sr. Ócio, os jogadores começar uma discussão mais acalorada sobre quem teria sido o verdadeiro responsável por tirar o número 4 na roleta. Nessa muvuca, Sr. Ócio acabou perdendo seu canto. Naquele momento até passou pela cabeça de Sr. Ócio encarar o mais baixinho dos jogadores, mas estava cansado do exercício de se encostar, e sabia que deveria poupar energia para procurar de novo seu canto. Então, quem visualizou o fato realmente percebeu que não existia nenhuma má intenção de Sr. Ócio acertar o olho do zagueiro principal quando esticou seu braço no escuro, mas vai explicar isso pros Zebras. Pronto, a confusão estava formada, uma algazarra interminável. E na procura de uma nova parede e na esquivação de zagueiros, Sr. Ócio tomou um solavanco e caiu de costa no buraco negro do além. Foi assim que senhor Ócio voltou do melhor para dessa, como um verdadeiro Napoleão no apocalipse. De volta ao mundo terreno Sr. Ócio percebeu sua verdadeira missão, se um dia sua história tinha sido distorcida, não seria da segunda vez que isso iria voltar a ocorrer. Sua primeira atitude foi procurar os mais magistrados grupo dos advocatas e assinar um contrato social com sociedade ociativa, lavrado em três vias. Dessa data em diante ócio não seria mais somente seu nome seria também sua razão pra não morrer. Daí em diante é só aventura, todas elas estão sendo compiladas e serão retratadas aqui à seu tempo. A verdadeira odicéia ocidativa diária que será travada agora pela eternidade e que irá provar que é possível recuperar a honra e novamente glorificar sobrenome realmente borracha.

sábado, 1 de março de 2008

Apresentação

O senhor ócio desde pequeno sonha em ser um dos acusados do jogo detetive, ter a popularidade de suspeitos famosos como o coronel Mostarda e a Dona Branca. O sr. Ócio usa suspensório e gravata para parecer intelectual e vivido. O sr. Ócio é psicólogo e sua única função é pesquisar os mistérios da mente humana. Produtivo em alguns momentos, como quando recita poemas sem nexo em seu interior e esboça riscos esporádicos em seu bloco de anotações, apelidetiado vulgarmente de "lembranças", na verdade a preguiça realmente é seu lema. Todas as quartas-feiras ele abdica de qualquer tarefa para se dedicar à tradição da família Ócio. Tradição essa representada naquelas tardes passadas nos pátios dos edifícios beirando cinzas. Foi no dia 12 de Julho de 1952, em Veneza, que os Ócio, em reunião familiar, decidiram desistir de sua nação e ir em busca de um futuro melhor para aqueles que receberiam a herança da personalidade forte. Entraram de gaiato num navio e vieram pra terra da portuguesa Carmem Miranda, sucesso nos EUA: o Brasil. Trabalhar em algumas lavouras de café era algo muito bem ociomente representado pelo pequeno Ócio. A labuta, muito bem protagonizada em "Terra Nostra", mostrou que poderia transcender a barreira de meros camponeses falidos e alcançar o estrelato global (pli plin). O nosso Sr. Ócio tinha irmãos. A vergonha de um passado não tão digno da moral européia não os deixou assumir o sobrenome tão borracha. Único remanescente é Francisco, o próprio Sr. Ócio, que manteve o nome e a tradição do Ócio por longínquos 536 anos caninos. Até que num dia nublado de um novembro "Amarelo Manga" sua consciência bigornaticamente ornamentada levou-o a sua decante propriedade rural. Olhando a lavoura entre farrapos, Ócio focaliza um pequeno graveto, similar ao que, quando garoto, sonhava abandonar. Era um ingênuo garoto ávido por se livrar das tarefas, balançando tocos de madeiras com sua pequenina mão. De volta à consciência, o velho recolhe o graveto e juntando todas as suas forças, grita aos céus versos budistas de tradição familiar. Na primeira estacada se lembrou de quando era criança e de tudo que vivera até ali. Na segunda, da sua renegada família. Na terceira, já arrependido do esforço despendido, secou as gotas de suor que pela primeira vez sentiu em sua testa. A quarta estacada em solo fofo foi fatal, suficiente para oenfarte fulminante. Ao ser encontrado pelo exército da salvação da terra (EST), trajado como um braçal trabalhador nato, senhor Ócio, agora mártir, era saldado com 5 tiros em sequência. No bloco das lembranças vive a alma de um belo sonhador esculpido em papel couché 21 gramas. Seus descendentes choram sobre o epitáfio de um bravo vencedor